Friday, February 27, 2009

L'Animateur

primeiro prémio do Festival de Berlim Curtas 2008 e também do Anima-Mundi 2008


Monday, February 23, 2009

silêncio


imagem de 23 de Fevereito de 2009, no site Astronomy Picture of the Day


silêncio...
e a luz da lua espelhada
na placidez da ria
silêncio...
e a memória dos dias
em que todos os risos
desaguavam no teu corpo
silêncio...

retrato




Amo-te; e o teu corpo dobra-se,
no espelho da memória, à luz
frouxa da lâmpada que nos
esconde. Puxo-te para fora
da moldura: o teu rosto branco
abre um sorriso de água, e
cais sobre mim, como o
tronco suave da noite, para
que te abrace até de madrugada,
quando o sono te fecha os olhos
e o espelho, vazio, me obriga
a olhar-te no reflexo do poema.
Nuno Júdice, em Pedro, Lembrando Inês

Wednesday, February 18, 2009

passeio

Amanhã vou...



Centro de Ciência Viva de Constância, Jardim Horto Camões, Castelo de Almourol

para serenar

Este é o som da amizade. Para serenar...

partilha



Hoje foi um dia difícil. O melhor momento foi o da partilha do chá, com a minha serena amiga Cláudia. Não é o chá que acalma. É a partilha. Do chá e do tempo que gastamos a deixá-lo arrefecer, e em que aproveitamos para conversar. Quem tem amigos assim, vai conseguindo atenuar o frio de alguns dias...

Monday, February 9, 2009

eclipse


Imagem do site Astronomy picture of the day, em http://apod.nasa.gov/apod/

Esta imagem composta foi feita a partir de 22 fotografias da Lua e do Sol, tiradas de Chisamba, Zambia, durante um eclipse solar total, em 21 de Junho de 2001. As imagens foram tratadas e combinadas, possibilitando a visão de detalhes que só uma exposição ou a observação a olho nu dificilmente revelariam.

pequenas verdades

Não sou de gostar muito de fado. Nem é música que costume ouvir. Esta, ouvi já há muito tempo no rádio do carro. E dei por mim a aumentar o volume. E dei por mim a gostar e a arrepiar-me e a ficar encantada. Como de costume, estava distraída e nem fixei quem cantava. Só hoje encontrei esta música outra vez. Chama-se "Pequenas verdades" e é cantada pela Mariza, no álbum "Terra". Acompanhada por Concha Buika. E vale mesmo a pena ouvir... Mais uma vez alto, bem alto!


Saturday, February 7, 2009

lindo


Lenço das quadras, um dos exemplares dos "Lenços dos namorados" do artesanato de Vila Verde
Apeteceu-me deixar aqui esta imagem. Porque este lenço é lindo!

Thursday, February 5, 2009

de repente

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinícius de Moraes

how does it make you fell



Air, How does it make you feel. Para descontrair...

Terra

Imagens para pensar...

Tuesday, February 3, 2009

nascer da Terra


Terra vista da Lua, numa fotografia tirada em Dezembro de 1968, a partir da nave Apolo 8

Thursday, January 29, 2009

passion

Rodrigo Leão, com a voz de Lula Pena...

Wednesday, January 28, 2009

respira!

Para ouvir alto. Muito alto. Sei que faz mal aos ouvidos, mas é só de vez em quando...

Tuesday, January 27, 2009

plateia

Não sei quantos seremos,mas qu'importa?!
um só que fosse e já valia a pena.
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!

Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.

E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.


Miguel Torga, "Câmara Ardente", 1962

Tuesday, January 20, 2009

espera


Fernando Botero, Mulher com um livro 1987

Ela gostava de escrever. E o que gostava mais era de escrever num caderno de folhas lisas e amareladas. A lápis. Não para poder apagar, porque nunca apagava o que escrevia, mas porque o som do lápis no papel lhe dava um prazer especial. Não escrevia com muito cuidado, nem se preocupava em usar palavras muito bonitas, nem figuras de estilo. Escrevia o que sentia e isso fazia com que se sentisse muito bem. Liberta. Para ela, responder-lhe era imperioso. Porque um homem que faz uma mulher sentir-se bem consigo própria, merece que ela lhe dedique o seu tempo. E mais do que tempo, merece que ela se lhe dedique.
E foi o que fez. Com o caderno e o lápis na mão, começou a dizer o que sentia. E foi-lhe dizendo como ele lhe fazia bem, como a fazia ter vontade de tantas coisas que ela julgava adormecidas. Escreveu como gostava de tudo o que ele lhe dizia, como se sentia bem com as palavras que dele recebia. Falou-lhe da vontade que tinha de passear com ele à beira-mar, em dias em que o céu se veste de tons de cinzento, o Sol se envergonha e a chuva inunda a areia de cheiros intensos. E das mãos dele, ansiadas nas suas, do toque da pele, do cheiro da pele, do gosto da pele. E dos olhos, do sorriso e dos espelhos que nele via. E disse-lhe dos desejos, dos sonhos, dos momentos em que, quieta, calada, em sossego, pensava nele. Falou-lhe do tempo e de todas as horas, da ternura de que tanto gostava, dos encantos da placidez dos fins de tarde, que nem queria querer tanto que passassem juntos. E dos primeiros raios de Sol da manhã, que imaginava a cobri-lo, a rodeá-lo, a abraçá-lo, junto com os braços dela. E dos beijos, de que adivinhava gostar, das carícias, dos mimos, dos segredos que queria trocar. Confessou-lhe o fogo que a consumia, o desejo que nela ardia.
Escreveu tudo o que lhe foi passando pela cabeça, sem medos, sem esforço, com tudo dela ali escrito, toda ela ali…
E deitou-se, repousando, à espera.

Monday, January 19, 2009

sons

Para descontrair...



Keith Jarret, Solo Concert

construção

Chico Buarque, Construção

Wednesday, January 14, 2009

amanhecer


amanhecer em dia de muito frio.
da porta da minha casa.