Tuesday, June 24, 2008

pois...

«Para a maioria dos membros de uma organização,
o mais simples é não pensar,
não criticar abertamente,
não tomar nenhuma iniciativa,
não propor nada
e fingir que se adere ao discurso oficial,
muito simplesmente para viver em paz,
conservar o seu emprego
e manter boas relações com os colegas.
O que importa, então,
é ter o menos possível de aborrecimentos
e investir o mínimo de energia no trabalho,
para a poder empregar noutros sectores da existência.
De facto, só um actor social suicida
poderia estabelecer como linha de conduta
a procura constante de compreender
e dizer como se passam as coisas,
perseguir encarniçadamente as incoerências.


Philippe Perrenoud (1992), A organização, a eficácia e a mudança, realidades construídas pelos actores.

1 comment:

João Roque said...

como eu te entendo...