
Nós temos cinco sentidos: são dois pares e meio de asas. Como quereis o equilíbrio? (David Mourão-Ferreira)
Friday, June 29, 2007
Thursday, June 28, 2007
olhar

Maria Helena Vieira da Silva, Máquina óptica
Não preciso de perguntar o que
me dizem os teus olhos quando
os olho; nem te olho para que,
com os teus olhos, um só olhar
tudo me diga. O que me dizes
esconde-se no fundo que não vejo
quando me olhas, para que
tudo o que vejo me mostre
o fundo dos teus olhos. E
quando te peço que os feches, para
que um outro fundo se abra,
o que me dizes é o que
não sei se os teus olhos dizem,
quando o dizes nos teus olhos.
Nuno Júdice
voltar
Olhos fechados, música bem alta, coração aberto... viagem...
Rodrigo Leão, Voltar
Wednesday, June 27, 2007
calor

E depois saíam os dois, no carro dele, porque assim é que deve ser.
É ele que a conduz, que os conduz.
Ela não lhe disse que o sitio para onde a leva é a praia onde ela tanto queria ir, nunca lhe falou desse lugar mágico, onde busca o sossego, nem lhe contou as histórias que lá viveu, o que sentiu ou o que sonhou.
Mas é para lá que ele a leva. Como se dela soubesse já tudo.
Hoje foram enganados pelo Inverno. O dia nasceu com ares de Primavera. Eles já não percebem se o calor que sentem é de fora, ou do sol que deles brota.
Ela saiu do carro e, ainda em silêncio, já na areia, estendeu-lhe a mão. Caminharam assim, durante muito tempo, sem falar, a sentir apenas as ondas, o mar, os dedos entrelaçados, o calor da pele dele, o calor da pele dela…
Ela gosta de o ver assim. Ele fica muito quieto, a olhar para longe. O rosto, sério e meigo, iluminado pelo olhar dele, pelo olhar dela…
Ela quer parar o tempo. Guardar este instante, guardá-lo a ele, sentenciar esta memória com prisão perpétua. Pára, diz-lhe ela, ainda em silêncio, não te mexas, quero-te assim, sonhado…
E ele a sentir, o calor da pele dele, o calor da pele dela…
Tuesday, June 26, 2007
Monday, June 25, 2007
fim de dia

Parece uma posse tola, porque ninguém pode ter só para si um pôr-do-sol, uma praia ou o mar… Ou pode, se essa praia está guardada dentro de um coração, se essa praia é um baú de boas memórias…
Ou pode, se é nesse mar que se mergulha em busca de força, se é esse mar que é fonte de coragem e determinação…
Ou pode, se é neste pôr-do-sol que está a luz que ilumina o caminho, que auxilia em cada passo…
Este não é uma imagem como outra qualquer…
Sunday, June 24, 2007
prazer de viver

Saturday, June 23, 2007
serviço público

2. Melhoria na prestação dos serviços;
3. Uso das tecnologias de informação e comunicação no Governo (e-Government).
pirilampo e os deveres da escola

Friday, June 22, 2007
dias bons

Edvard Munch, O Sol
"A quem está de bem com Deus, até o vento apanha a lenha."
Provérbio
Às vezes corre tudo bem. Mesmo quando não esperamos. Parece que é maré de sorte...
Outras há em que tudo o que acontece é feio, andamos o dia inteiro a tropeçar num caminho que, de repente, se faz cheio de pedras.
Mesmo nesses dias acontecem coisas boas.
E acontecem as coisas boas que não teriam acontecido se tudo tivesse corrido bem. E, na maior parte das vezes, são esses os acontecimentos que, mais tarde, valorizamos nas nossas vidas. Aqueles que, por serem inesperados, se tornam em experiências tão maravilhosas que nos dão força para afastar as pedras do caminho, para fazer de todos os dias, dias muito, muito bons...
Thursday, June 21, 2007
prometido
música
Iris, dos GooGooDols, da banda sonora de City of Angels.
Acompanhada de algumas imagens. Para ouvir, ver e sentir...
Porque cada instante que se vive, cada momento que se sente, vale a pena...
Wednesday, June 20, 2007
laranja

Talvez por isso goste tanto de descascar laranjas. Porque o cheiro que me fica preso na pele devolve-me a memória do meu avô, com quem tantas vezes partilhei os gomos de um fruto apanhado da laranjeira, descascado com as pontas dos dedos...
ternura

Monday, June 18, 2007
fala
Fá-la pela calada e fala claro
Fala deveras saboroso
Fala barato e fala caro
Fala ao ouvido fala ao coração
Falinhas mansas ou palavrão
Fala à miúda mas fá-la bem
Fala ao teu pai mas ouve a tua mãe
Fala francês fala béu-béu
Fala fininho e fala grosso
Desentulha a garganta levanta o pescoço
Fala como se falar fosse andar
Fala com elegância - muito e devagar.
Alexandre O'Neil
Sunday, June 17, 2007
silêncio
rumo...

Não era a primeira vez que ele lhe batia. Mas, naquele momento, prometeu a si própria que seria a última. Mesmo que doesse ainda mais reagir. Prometeu a si própria ser sempre verdadeira, com os outros e principalmente consigo própria, pensar verdade, acreditar verdade e ser verdade. Ser independente, autónoma, não vergar, não baixar a cabeça…Decidir sempre com coragem, reagir… não vergar, reagir…
Sabia que tinha de mudar muita coisa. Não lhe bastava fazer obras. Teria de começar a demolir. De acabar com as memórias de tantos maus tratos durante tanto tempo. Para depois se podes reconstruir, para se fortalecer, para poder, de novo, viver. E para poder continuar a amar. Porque queria ainda amar. Amar sempre, muito, sem limites, entregar-se, viver amor com toda a intensidade possível… Sorriu. E, sorrindo, voltou para casa…
o alquimista

No início toda a população pôs mãos à obra, mas depois alguns foram desistindo. Era muito penoso ficar mil noites em silêncio, esperando a água destilar. Os que foram desistindo tentaram convencer os outros a desistir também. Só um pequeno grupo prosseguiu com o trabalho, apesar de serem ridicularizados pelo resto da população. Continuaram a destilar água e a fazer viagens juntos para encontrar os ingredientes. O tempo correu e a quantidade de histórias divertidas e de situações que passaram juntos cresceu. E o grupo tornou-se cada vez mais unido. Tornaram-se grandes amigos. Até que um dia, todos juntos, viraram a última página do livro, onde se lia:”Se todas as instruções foram seguidas, têm agora o líquido que, quando derramado sobre qualquer metal, o transforma em ouro. Entretanto, também já perceberam que a maior riqueza não está no produto final obtido mas sim no caminho percorrido. O que nos torna infinitamente ricos não é a quantidade de ouro que conseguimos produzir, mas os momentos que compartilhamos com os verdadeiros amigos.”
Saturday, June 16, 2007
(RED)
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Este é um convite para apoiar uma iniciativa que procura aumentar o consumo de produtos (RED).
Friday, June 15, 2007
Thursday, June 14, 2007
fix you
Hoje ouvi esta música no carro, logo de manhã. Ao longo do dia não me saiu da cabeça e andei a trauteá-la. Resolvi então ouvi-la de novo, com mais atenção. E valeu bem a pena... Destaquei um pedaço da letra. Para partilhar...
"And high up above or down below
When you're too in love to let it go
If you never try then you'll never know
Just what you're worth"
Coldplay, Fix you
credo do educador optimista
Ser tão forte que nada pode perturbar a minha paz de espírito.
Transmitir saúde, felicidade e prosperidade a cada um dos meus alunos
Prestar atenção ao lado mais bonito das coisas e fazer com que o meu optimismo seja visível
Pensar só no melhor, trabalhar para o melhor, e esperar somente o melhor.
Ser tão entusiasta com o êxito dos meus alunos como com o meu próprio êxito como educador
Perdoar os erros do passado e concentrar-me nas realizações do futuro.
Mostrar-me sempre alegre e oferecer um sorriso aos seres humanos com que me cruzar
Dedicar tanto tempo a tentar melhorar que não tenha tempo para criticar as outros.
Ser tão forte que não me preocupe, tão nobre que não me descontrole, tão resistente que não Tenha ansiedade e tão feliz que não desfaleça perante as adversidades
Trabalhar com energia para que os meus alunos estejam, hoje e sempre, apaixonados pela vida.
Eu sei, eu sei... não estamos no início do ano lectivo, estamos no fim...Sei que tenho de me lembrar de tudo isto em Setembro, mesmo antes de começar o próximo ano. Mas é importante fazer o balanço do ano que passou. Para sermos capazes de melhorar, precisamos de perceber o que falhou e o que já fazemos bem... É necessário ter a capacidade de corrigir os erros e de tentar fazer ainda melhor aquilo que já sai bem. Por isso não faz mal nenhum olhar para o que, todos os anos, prometo a mim própria que vou tentar. E prometo que, no próximo ano, vou tentar de novo. Os meus alunos merecem...
Wednesday, June 13, 2007
Tuesday, June 12, 2007
tempo
Monday, June 11, 2007
ela ela ela

Roy Lichtenstein (American, 1923-1997). The Kiss, 1962.
Tenho um vício... O meu despertador toca, habitualmente, meia hora antes da hora a que preciso de me levantar. Para eu poder ter meia hora de silêncio, de paz, para me deixar transportar pela leitura. Não resisto a partilhar um pedacinho do que agora me acompanha o despertar...
"(...)
Havia então um momento em que pousava o meu pé direito em frente ao poial da casa, sobre as pedras do passeio. E caminhava de encontro às ruas. Aproximava-me. E as ruas caminhavam de encontro a mim. Quando chegava à pensão, sabia com muita força que ela estava lá dentro. Ela ela ela. Essa certeza simples era cheia de milagres e quase me admirava por não encontrar as paredes da pensão envoltas em chamas, ou em qualquer tipo de vozes igualmente grandiosas. Então, a minha espera era serena. Eu sabia que o tempo nada podia contra a nossa vontade inevitável, insaciável, indomável. Havia brisas que chegavam dos cantos negros da noite e que me tocavam o rosto. Havia aquele verão nocturno. Eu esperava e, num único momento: os passos dela do outro lado do muro, o meu coração perdido dentro de mim, os movimentos dela desenhados no silêncio, eu perdido em mim. E, num único momento, ela, finalmente, o peso do corpo dela a ser muito mais do que apenas peso, ela, a forma do corpo dela a ser muito mais do que apenas forma, finalmente, eu quase a sentir-me chorar, e ela, finalmente, o corpo dela a ser muito mais do que apenas o corpo dela, finalmente, dentro dos meus braços. A sua cabeça tombada sobre o meu ombro. Os seus cabelos a tocarem-me a face.
(…) Nas primeiras noites, caminhávamos, corríamos para longe antes de nos abraçarmos. Depois, deixámos de conseguir esperar. Abraçávamo-nos como se explodíssemos um no outro e, só depois, caminhávamos, corríamos. Durante uma semana, tivemos um banco de jardim e tivemos todas as sombras que o cobriam. A seguir tivemos a minha chave a abrir o portão da oficina, a escuridão e o cemitério de pianos. Os nossos corpos.
(...)"
José Luis Peixoto, in Cemitério de Pianos
Sunday, June 10, 2007
ausência
o peixe e o mar

Uma vez pediram a um peixe para falar do mar.
- Fala-nos do mar - disseram-lhe.
- Dizem que é muito grande o mar - respondeu o peixe. - Dizem que sem ele morreríamos. Não sou o peixe mais indicado para vos falar do mar. Eu, do mar, só conheço bem são estes dez metros à superfície. É só deles que vos posso falar. É aqui que passo o meu tempo, quase sempre distraído. Ando de um lado para o outro, à procura de comida ou simplesmente às voltas com o meu cardume. No meu cardume não se fala do mar. Fala-se das algas, das rochas, das marés, dos peixes grandes e perigosos, dos peixes pequenos e saborosos e de que temperatura fará amanhã. O meu cardume é assim: eles vão e eu vou atrás deles.
- Mas tu, que és peixe, nunca sentiste o mar?
- Creio que o sinto, às vezes, passar por minhas guelras. Umas vezes o sinto, outras não. Às vezes o sinto, quando não me distraio com outras coisas. Fecho os olhos e fico sentindo o mar. Isso tudo de noite, claro, para que os outros não vejam. Diriam que sou louco por dar tempo ao mar.
- Conheces o mar, portanto. Podes falar-nos do mar?
- Sei que é grande e profundo, mas não vos quero enganar. Sei de peixes que já desceram ao fundo do mar. Quando os ouvi falar, percebi que não conheço o mar. Perguntai a eles, que vos saberão falar do mar. Eu nunca desci muito fundo. Bem, talvez uma ou duas vezes... Um dia as ondas eram fortes que eu tive de me deixar levar fundo, para não morrer. Nunca tinha estado lá e nunca esquecerei que lá estive. Apenas vos sei falar bem da superfície do mar...
- Foi ruim, quando desceste? Por que voltaste à superfície?
- Não foi ruim. Foi muito bom. Havia muita paz, muito silêncio. Era como se lá fosse minha casa, como se ali estivesse inteiro.
- Por que não voltaste lá para o fundo? Por preguiça?
- Às vezes acho que é preguiça, outra vezes acho que é medo.
- Medo? Mas tu não disseste que era bom? Medo de que?
- Medo do desconhecido, medo de me perder. Aqui à superfície já estou habituado. Adquiri um certo 'status' para mim mesmo. Controlo as coisas ou, pelo menos, tenho a sensação de as controlar. Lá embaixo não sei bem o que pode acontecer. Estou todo nas mãos do mar.
- Tiveste medo quando chegaste ao fundo do mar?
- Não tive medo algum. Era tudo muito simples... E no entanto agora tenho medo... Mas eu não cheguei ao fundo do mar! Apenas estive menos à superfície.
- E o que dizem os outros que lá estiveram?
- Dizem coisas que eu não entendo. Dizem que não é preciso ir para saber. E dizem que não há nada mais importante na vida de um peixe.
- E explicam como se vai?
- Aí é que está. Explicam que não se chega lá por esforço, que só podemos fazer esforço em deixar-nos ir. Que é só o mar que nos leva ao mar.
Então veio uma corrente mais forte que o fez descer. O peixe tentou lutar contra ela com todas as forças que tinha, à medida que via distanciarem-se as coisas da superfície. Talvez para sempre... Mas depois fechou os olhos, confiou e já sem medo deixou-se ir.
Saturday, June 9, 2007
coisas do amor

memórias...
Quando o vi pela primeira vez, em 1989, na sala Bebé, no Porto, emocionei-me ao ver a cena final. Pela sua intensidade, pela música, pela forma como mostra a importância das memórias guardadas, tantas vezes esquecidas…
Emocionei-me da segunda vez que o vi. E da terceira. E da quarta. E de todas as outras em que não consegui resistir-lhe, para avivar as minhas próprias memórias. E ao longo de todos estes anos, sempre que revejo a cena final, aflora-me a lágrima fácil ao canto do olho…
Vale a pena ver… Ouvir... E sentir...
Friday, June 8, 2007
Thursday, June 7, 2007
beijo

Gustav Klimt, O Beijo
Um beijo em lábios é que se demora
e tremem no abrir-se a dentes línguas
tão penetrantes quanto línguas podem.
Mais beijo é mais. É boca aberta hiante
para de encher-se ao que se mova nela.
É dentes se apertando delicados.
É língua que na boca se agitando
irá de um corpo inteiro descobrir o gosto
e sobretudo o que se oculta em sombras
e nos recantos em cabelos vive.
É beijo tudo o que de lábios seja
quanto de lábios se deseja.
Jorge de Sena
rir

Miró, O sorriso das asas flamejantes
Rir? Pensamos alguma vez em rir? Quero dizer rir verdadeiramente, além da brincadeira, da troça, do ridículo. Rir, gozo imenso e delicioso, gozo completo.Dizia à minha irmã ou dizia-me ela a mim — anda, vamos brincar a rir? Estendíamo-nos lado a lado numa cama e começávamos. A fingir, claro. Risos forçados. Risos ridículos. Risos tão ridículos que nos faziam rir. Então chegava o verdadeiro riso, o riso inteiro, que nos transportava no seu imenso rebentar. Risos desatados, retomados, empurrados, estalados, risos magníficos, sumptuosos e loucos… E ríamos até ao infinito do riso dos nossos risos… Oh! riso! riso do gozo, gozo do riso; rir é tão profundamente viver.
Milan Kundera, O livro do riso e do esquecimento
Wednesday, June 6, 2007
máquina do mundo
âncora

Precisa de quem a conduza por caminhos sem perigos, que a transporte para outros lugares, em loucas aventuras.
Precisa de ser invadida por sorrisos, por olhares carregados de rastos de luz.
Precisa de quem nos diga que não é tarde, que, de olhos nos olhos, traga até nós a linguagem do coração, que nos abra janelas para o amor. Que nos faça sentir paixão, que nos faça rir…
Precisa de quem se transporte para o nosso interior, fazendo de nós pessoas mais bonitas e melhores, de quem nos vire do avesso, nos tire as nuvens do olhar e nos diga “chega-te a mim e deixa-te estar”.
Precisa de quem nos ajude a pensar que poder é acreditar que se pode. Porque sempre que acreditamos somos capazes de fazer acontecer.
Precisamos apenas, todos nós, de uma âncora, de alguém que na nossa vida acredite em nós e nos faça acreditar, para que a magia aconteça e assim, a vida se torne, todos os dias, num banho de sol povoado por laços coloridos.
“E talvez seja isso que a vida tem de mais desconcertante: não são os ventos nem as marés, só as âncoras...nos permitem navegar...”
Monday, June 4, 2007
palavras

E foi com essa serenidade que me ensinaste a relação entre as vírgulas e os mas, que me disseste quando um verbo quer ser seguido de um de ou de um de que, ou até mesmo só de um que… foi com a doçura de quem canta que me falaste da diferença entre ter de e ter que… e tantas vezes, calmamente, me falaste dos símbolos e das regras para rever um texto… e outras vezes, de olhar espelhando entusiasmo, justificaste ( porque nenhuma palavra ou frase é um acaso) quando se deve escrever senão, ou se não, ou quando é demais, ou são os demais, ou porque sim… e por que não?
E quando eu me enganava, explicavas outra vez, não mais devagar e mais alto, mas sempre de outra maneira, para que eu aprendesse…
E todas as horas partilhadas foram poucas, porque tenho ainda tantas dúvidas! Tenho eu muito ainda que aprender e tu tanto para ensinar!
Mas mais do que, contigo, aprender das palavras, aprendi da vida. Mostraste-me que cantar as palavras não é mais do que cantar os sentidos, escrever textos é escrever a vida e escrever na vida e falar é falar de amor e deve ser feito com amor… Ensinaste-me, sobretudo, a ensinar com paixão, a viver com paixão, a sentir cada coisa boa que a maré trazia… e a deixar ir tudo de mau na corrente da maré vaza…
Sunday, June 3, 2007
poema

Saturday, June 2, 2007
eu não sei quem te perdeu

E dançou,
E uma asa voa
Abraçou-me
E partiu,
E uma asa voa
Friday, June 1, 2007
se
